Este gosto por ouvir histórias não tem idade. Quando estamos dentro do círculo como narradores, vemos o brilho nos olhos da criança, do jovem, do senhor, da senhora, que se tornam todos ouvintes, atentos por descobrir o que aquela história vai lhes revelar. Antigamente também não havia distinção entre histórias para crianças e histórias para adultos. Haviam simplesmente histórias! Para serem compartilhadas com todos, pois diziam respeito ao ser humano. E tão importante quanto a narrativa contada era o encontro que ela proporcionava à comunidade.
A Cia. da Fulô ao riscar o círculo de giz no chão do CCSP busca resgatar a atmosfera desses encontros ancestrais - sem saudosismo. Pelo contrário, reconhecendo que a vontade de narrar e ouvir histórias ainda pulsa em cada um de nós, lançamo-nos no círculo para presentificar cada uma das histórias e experienciar o encontro com os ouvintes, para aprender o que esta "arte do doar e receber" ainda tem por nos ensinar.
Texto por Renata Vendramin
Foto por Paula Marcelle







