Então era uma vez assim: a gente faz um círculo de giz, forma uma roda de gente e lançamo-nos todos juntos para dentro do mundo da história. E tudo da história acontece da cumplicidade que existe entre quem lança o fio da história e quem dela compartilha. Como numa teia sendo tecida com fios de palavras, palavras que transbordam movimentos, movimentos que compõe uma música, música que dá o tom do encontro. Encontro! De fio em fio - que vão sendo tecido na delicadeza de cada passagem da história – encontros vão acontecendo. O personagem da nossa história sai pela estrada à procura do seu tambor e no caminho encontra com toda uma sorte de gente: vendedores, lavadeiras, viajantes e parteiras. Criança nascendo, criança chorando. Na brincadeira de imaginar os encontros de Totó, a Fulô encontrou gente de bem longe, gente de pertinho que vem sempre e gente que nunca tinha vindo, chegando de mansinho, ocupando seu lugar na roda. E como um organismo vivo e pulsante, a roda permite que a história se transforme a cada encontro. Ganhe novas cores, novos jeitos de acontecer, impregnada das contribuições de cada presença. Eis a magia do encontro! Saímos todos transformados, levando a experiência que criamos juntos.
Páginas
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
“Círculo de giz, roda de gente, mundo de histórias”
Então era uma vez assim: a gente faz um círculo de giz, forma uma roda de gente e lançamo-nos todos juntos para dentro do mundo da história. E tudo da história acontece da cumplicidade que existe entre quem lança o fio da história e quem dela compartilha. Como numa teia sendo tecida com fios de palavras, palavras que transbordam movimentos, movimentos que compõe uma música, música que dá o tom do encontro. Encontro! De fio em fio - que vão sendo tecido na delicadeza de cada passagem da história – encontros vão acontecendo. O personagem da nossa história sai pela estrada à procura do seu tambor e no caminho encontra com toda uma sorte de gente: vendedores, lavadeiras, viajantes e parteiras. Criança nascendo, criança chorando. Na brincadeira de imaginar os encontros de Totó, a Fulô encontrou gente de bem longe, gente de pertinho que vem sempre e gente que nunca tinha vindo, chegando de mansinho, ocupando seu lugar na roda. E como um organismo vivo e pulsante, a roda permite que a história se transforme a cada encontro. Ganhe novas cores, novos jeitos de acontecer, impregnada das contribuições de cada presença. Eis a magia do encontro! Saímos todos transformados, levando a experiência que criamos juntos.
sábado, 15 de outubro de 2011
Música e dança de feitiço e alumbramento.
Aprendendo a simplicidade do pequeno.
Texto por Thiago Fernandes Freitas, foto por Kátia Kuwabara.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Último dia de intervenções da Cia. da Fulô no Ciclo Literatura Vestibular e Algo Mais
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A obra experienciada será CAPITÃES DA AREIA, de JORGE AMADO. O bate papo será com a professora Norma Seltzer Goldstein. As intervenções com cheiro de mar...
Sábado das 15:00hs às 17:30hs.
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94.
Metro Anhangabaú.
Na semana passada, transitamos pelo sertão de Guimarães Rosa a partir do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS e do jogo de presença com a professora Carolina Serra Azul.
Conto 'A Menina de Lá', de Guimarães Rosa
terça-feira, 26 de julho de 2011
"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente..."
No próximo sábado, dia 06 de agosto, é a vez de experienciar Carlos Drummond de Andrade em "A Rosa do Povo". Bate papo com Eduardo Sterzi.
Sábado das 15:00hs às 17:30hs.
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94.
Metro Anhangabaú.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Teatro nos Parques: Brotou Fulô!
Nossos corações sorriram. Alguma coisa dentro indicava que estamos no caminho de Fulô.
Fizemos duas apresentações no último final de semana do Teatro nos Parques, edição 2011. Um projeto que com muito gosto e admiração fazemos parte. Que traz em sua essência conceitos, reflexões e propostas de ações que dialogam conosco. A busca é pela difusão, democratização da arte; por oferecer entretenimento, encontros de alegria e reflexão sobre as realidades sociais, políticas, culturais, espirituais, para além dos grandes centros da capital paulista. Como não podia ser diferente, o projeto abarca diversas propostas cênicas, desde a peça de caráter espetacular ao contador de histórias, revelando distintos pontos de vistas em relação à arte.
A primeira apresentação aconteceu no Paço de Diadema. Era a primeira vez que o Teatro nos Parques se apresentava ali. Respirando o novo, ocupamos um círculo do Paço ao lado das quadras de esportes. Nós e as bolas de futebol girando no espaço simultaneamente. Os dois jogos - o de futebol e o cênico - tinham platéias que as vezes se confundiam. E nesse diálogo entre nós, o público, o espaço e suas diferentes manifestações, sempre com muito respeito e pedindo licença, nossas canções ecoaram, as palavras e os movimentos se revelaram. Senhoras, senhores, moças, crianças e até jovens e meninos deixaram-se atravessar pelo novo em atenção silenciosa. Seguimos em dança harmônica, nós, os jogadores de futebol, o público sentado nos bancos, no chão, o barulho da grande avenida, vez ou outra em interferências dissonantes, mas que traziam vida à canção que compúnhamos juntos. Cada um tinha a chance de escolher a que realidade conectar-se. Novas possibilidades de encontro e experiências se apresentavam.
O segundo parque, Lydia Natalizio, já havia recebido outras vezes o projeto Teatro nos Parques e o ambiente estava bem receptivo ao encontro. Na chegada fomos recebidos pelos guardas, o produtor do Teatro nos Parques e pelo cachorro Pirata, um cão que circula no parque e está acostumado a acompanhar as peças de teatro que ali se apresentam. Durante o aquecimento de voz Pirata ficou quietinho, deitado ao lado do círculo que formávamos. O público sentado no gramado debaixo de algumas árvores era composto de três gerações: filhos, pais, avós, tamanhos, cores, risos, olhares diversos. Digo sem titubear que foi a melhor apresentação que fizemos até hoje (e é muito bom para um grupo de teatro dizer que a última apresentação feita foi a melhor, sinal que a peça está viva e pode evoluir sempre!). Quando os pandeiros tocaram no "Grande Poder", Pirata começou a latir e assim ficou durante um bom tempo da canção, mas quando os berrantes soaram e chamaram Fulô, Pirata sossegou.
Como narradora, jogando com meus amigos amados, parceiros de cena e de reflexão sobre a arte, senti-me livre, conectada, inspirada pelo momento presente, que faz com que enxerguemos coisas antes veladas pela nossa vista embaçada e nossa mente condicionada. Brotou uma alegria outra, palhaços-narradores se apresentaram, portas se abriram através de gestos-chaves íntegros e precisos, todos os pequenos contratempos que aconteceram foram integrados à dança do momento presente com graça e leveza e, assim, voamos para outros mundos para voltar transformados e atuar no mundo em que escolhemos viver neste momento.
Assim que a narrativa acabou outra manifestação espontânea de uma mulher nos sensibilizou de maneira especial, como se outro entendimento do que é o nosso trabalho - que vai muito além dos nossos desejos e do que nossa consciência alcança -se revelasse dentro de nós:
- "Eu voei... Na minha idade, com 50 anos, não é fácil fechar os olhos e voar, e hoje eu voei em cima da águia."
Agradecemos a oportunidade de participar do Projeto Teatro nos Parques. Agradecemos aos produtores que nos receberam com alegria e prontidão, Dudu e Marcelo. Agradecemos ao Edson Caeiro, um dos coordenadores do Projeto, que esteve presente nos dois dias de apresentação. Agradecemos a todos que nos presentearam com suas presenças como público; aos amigos parceiros, Vila e Rune, sempre dispostos a doar seus talentos e equipamentos para nossos registros fotográficos e audiovisuais. Findo emprestando a simplicidade dos olhos verdes brilhantes, com suas cinco ou seis primaveras floridas, para agradecer à Força Divina: "Obrigada Pai, meu domingo foi maravilhoso."
Renata Vendramin
Fotos: Vila
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Centro Cultural Da Juventude 03/05
domingo, 17 de abril de 2011
A Céu Aberto
segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando: sexta-feira, 15/04/11
Onde: Pça Cornélia (altura do nº 900 da Rua Clélia, entre as Ruas Cláudio e Crasso), Vila Romana
Horário: 14h30






